bruuna *-*

bruuna *-*
completamente normal :)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

ETEC (:

Minha pior inimiga sou eu mesma (filosoficamente falando, claro). Sempre que estou prestes a começar algo novo, as possibilidades de tudo dar errado vêm à minha mente como que sem querer. Se algo pode dar certo, pode também dar errado - e pra mim, a segunda opção é bem mais provável. Às vezes nem tento com medo de me frustrar, outras tento já desanimada.
Queria fazer ETEC. Mas não é como a maioria das pessoas, interessadas em Administração ou Ensino Médio... queria fazer ETEC de Dança. Sério, quando descobri que tinha fiquei fascinada. Sabia que era aquilo que eu desejava, sabia que poderia estudar e me dedicar para aquilo. Mas não demorou muito pra eu saber que eram 6 candidatos por vaga. Não é de se admirar que na hora, toda aquela alegria transformou-se em medo. Muitas pessoas deveriam sem melhores. Muitos deveriam fazer aulas há anos, e eu começando agora. Talvez seja a mais nova da turma, talvez a mais inexperiente. E a vergonha dos olhares de crítica, dos olhares superiores?
O medo não me paralisa, mas exerce uma grande influência sobre os meus sonhos. Se tudo desmoronar, se eu me arriscar e acabar humilhada no final? O medo me faz refletir muitas vezes acerca do que quero. O bom é que o medo me tornou convicta: só faço alguma coisa se tiver muita certeza, então farei isto da melhor maneira possível. Não posso fazer com que ele simplesmente se vá, mas posso usá-lo a meu favor. O medo de não realizar meus sonhos faz com que eu supere tudo.
Não tenho medo do fracasso, tenho medo de não conseguir o que quero. Prefiro fracassar em administração e ser ótima dançando. Prefiro fracassar em um estágio se conseguir entrar na ETEC no próximo ano. Prefiro perseguir os meus sonhos, e deixar o medo se encarregar de criar em mim barreiras a serem superadas.
E se não acontecer, terei medo de tentar de novo. Mas tentarei, e farei melhor da próxima vez.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Brigar.

Sou do tipo de pessoa que briga consigo mesma. E com o restante do mundo também. Não é preciso muito para estragar todo o meu dia, e isso é péssimo. Depois que a coisa está feita, não adianta implorar ou se jogar aos meus pés que nada vai funcionar: é capaz de aumentar a raiva que habita em mim. Sou assim, essa mistura linda de vulcão em erupção com furacão - e não é a toa que estes últimos recebem nomes de mulheres. Toda mulher que se preze sabe, com efeito, transformar-se em um daqueles furacões que levam consigo tudo o que está pela frente.
Às vezes a briga é interna. Acordo lembrando da briga de 7 meses atrás, do xingamento da semana passada, da brincadeira sem-graça que alguns amigos insistem em fazer.. coisas pelas quais já briguei - e muito - antes, e até foram resolvidas.
Tem horas que penso que isso já faz parte de mim. Um certo tipo de hobbie, uma coisa presente em todos os dias: se não houver motivos, eu arranjo um para brigar. Não de propósito, ele surge. E então eu passo a culpar as pessoas por isso, por sempre brigarem tanto comigo. Sou bem daquelas que analisam e pensam que o mundo está contra. Complô do universo.
Não gosto de brigas, mas elas me perseguem - e não sou de recusar um convite.
E é claro, a culpa nunca é minha.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Mudança.

Mudanças são necessárias, é verdade. Mas assustam. O medo de tudo virar de pernas pro ar, perder algumas coisas pelo caminho, ganhar outras indesejadas. O ser humano adora viver em estado de inércia, sempre no mesmo lugar. Assim que instala-se em uma situação confortável, a vontade é de permanecer eternamente. Sem avançar, sem conquistar mais nada.. simplesmente estável. E então de repente a vida dá uma guinada e nos deixa sem rumo. O oposto de tudo que estava planejado, rotação de 180° graus - e agora, é hora de se acostumar novamente. Até a próxima mudança.
Aliás, vou mudar de casa depois de amanhã. Já perdi a conta de quantas mudanças já fizemos, talvez umas 13 - incluindo 4 cidades. Mas dessa vez parece diferente, estava tudo tão bom por aqui. Aliás, tudo tão estável. É bom dar uma mexida de vez em quando, quem sabe coisas boas aparecem? A vida mudando outra vez, e eu me acostumando de novo.
O importante é não perder o foco - este nunca muda. O resto, só serve pra nos ensinar que sempre é possível reinventar. E quem sabe, tudo muda pra melhor.

Frio.

Acho que o frio congela a alma de algumas pessoas. Sei lá, teoria clichê mas que explica algumas razões normalmente inexplicáveis. Gente que some, daí aparece cobrando de você o sumiço. Sério, eu continuo no mesmo lugar de uns 3 anos atrás. Do mesmo jeito, com os mesmos amigos. Tem gente que muda tanto, que você chega a perguntar "cadê aquele fulano que um dia foi legal?".
Eu sempre fui chatinha, confesso. Coisas que fogem do controle geralmente que assustam - e com isso, me irritam também. Não gosto de perder o controle, principalmente quando sei que as demais pessoas não fazem direito.. antes não fazer nada, do que fazer mal feito né? Mas tudo bem, gente que já nasceu com nível de chatice elevado a gente aprende a lidar.
O que me impressiona é a inconstância de algumas pessoas. Hoje ela te ama, amanhã nem te conhece. Uma hora ela brinca com você, de repente você brinca com ela e vira o maior drama. Pessoas somem, pessoas gritam, pessoas desprezam. Será que é o efeito-frio, ou o efeito-sem-educação que está tomando conta desse mundo?
Pergunta retórica.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Tem dias que amanhecem cinzas. E por mais que, com o passar das horas o sol apareça e brilhe com seus raios fortes iluminando tudo, pra você ainda está cinza. Aliás, mais cinza do que estava quando você acordou.
Um novo dia, uma nova chance, novas expectativas.. velhas pessoas, velhos hábitos, velha certeza: não vai mudar.
Parece que só você se importa e de repente, você está ali sozinho mais uma vez. As coisas foram passando e todos se acostumaram com a nova situação. Todos, menos você. E parece que você nunca vai se acostumar, não deveria ser assim na verdade! Mas é.
Dias complicados, sim. Mas dias tristes também. Dias cinzas, de nuvem.. os raios não querem brilhar para nós às vezes.
O que resta, é esperar a próxima previsão do tempo. Ou o tempo fecha de vez, ou tudo clareia. É sim, ele sempre mandando em tudo: o tempo.

domingo, 22 de maio de 2011

Recentes.

Ter um blog não é fácil. Talvez seja como ter um filho, ou seilá.. algo que precisa de atenção o tempo todo. Pessoas sem paciência (como eu), e desligadas (como eu) têm dificuldades em manter uma rotina. Mudanças fazem parte do nosso ser, e muitas vezes nem são planejadas. Funcionam como um improviso sabe, um jogo de cintura na vida. Estar loira agora é um exemplo disso! Perdi a conta de quantas vezes pintei o cabelo, e quantas vezes odiei o resultado. Na maioria das vezes, a fase em que tudo me agrada dura umas 2 semanas. Ou menos.
Comecei a fazer aula de dança na Vila Mariana. Uma das poucas coisas que me fixaram a vida toda: dançar. 4h de percurso diário só pelo prazer de, por um momento, me encontrar em algo que realmente eu gosto (tirando o fato de sair com o Danilo - aliás, ele está na aula comigo também). Sensação de 'adulta', tendo que lidar com responsabilidades.. para pessoas levemente não tão responsáveis (como eu), isso é complicado. Um dia você quer, o outro não. Mas uma hora as coisas parecem não depender tanto da sua vontade, e você começa a ter obrigações. Essa hora é chata, confesso.. mas necessária.
PS: Queria saber dar as pessoas, na mesma medida que recebo. Me preocupar igual, ou não me preocupar às vezes. Tem coisas que a gente nem precisaria passar.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Bullying.

Na teoria, é tudo muito bonito. Todos são contra, todos se comovem com histórias como a de Casey Heynes, o bravo garotinho que venceu depois de 8 anos sofrendo bullying.
Na última semana, o professor de sociologia entrou na sala e pediu aos alunos que fossem até a sala de vídeo. O tema da aula era esse: bullying. Um vídeo emocionante, pessoas comovidas e missão cumprida, certo? É claro que não.
Basta voltar à sala de aula, e as mesmas pessoas estão sendo atingidas. Seja física ou verbalmente, tem gente que acha engraçado humilhar o próximo. Ridicularizar, expor. Acreditem, ainda existem pessoas no mundo se achando melhores que outras! Que conceito mais arcaico.
Eu mesma, sofri de bullying por muito tempo. Na infância era um motivo, quando cresci se tornou outro.. mas eu sempre tive muitos amigos por perto, que não me deixavam sozinha. Só que com muitos, não é assim. E eu nunca entendia: o que de mal eu fiz a essas pessoas? Porque elas não gostam de mim? Simplesmente por eu ter um jeito diferente! Aparências definem caráter? E por muito tempo acreditei naquelas pessoas, que me faziam chorar, me sentir diferente, excluída. Quis mudar, parecer como elas. Comia e vomitava pra ficar magra, aí vieram as crises de gastrite e dor de cabeça constante.. e percebi que não, eu não queria ser daquele jeito. Eu era bem mais que aquilo. Cuidava de 100 crianças por dia na minha igreja, crianças que me chamam de "mãe"!, fazia bem a tanta gente, tantas pessoas que me admiravam.. pra que me importar com essa gente tão vazia?
Gostam de julgar, mas ninguém quer te ouvir. Ninguém para pra perguntar o que você já viveu até hoje, quantas marcas você já leva da vida. Seu estereótipo está fora do padrão, e é isso que importa a eles. São descolados, populares e pessoas comuns que lutam tanto para conseguir o que querem, pessoas estas que deviam ser admiradas, não servem. Pior: devem ser motivo de zombaria, é engraçado. Se sentir maior por tornar alguém inferior.
Não consigo entender a mente desses seres humanos.. e pensar que existem tantos assim! São maus, sentem prazer em ver alguém chorar, ri da dor do outro. Como é que pode? São pessoas como eles, são feitos da mesma matéria, vivem no mesmo mundo. São iguais.
Quando acontecia comigo, nem nome existia.. não era "bullying", era frescura de aluno. Briguinha interna, suspensão para as duas e acontece, faz parte. Hoje já é uma certa preocupação mundial, e isso é bom. Fenômeno social, praticamente "moda" falar sobre o assunto.. porém soluções efetivas, ainda estão longe de acontecer. De que adianta falar tanto, e agir tão pouco?
E as pessoas, porque se tornam cada vez mais desumanas?